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Calculadora de juros compostos

Informe quanto você tem, quanto guarda por mês e por quanto tempo. A calculadora mostra o efeito dos juros sobre juros mês a mês — e separa, no gráfico, o que saiu do seu bolso do que o dinheiro rendeu sozinho.

20 anos
Taxa usada na simulação10,0% a.a.
Equivalente ao mês0,8% a.m.
Você vai ter (já com o IR descontado)R$ 329.128,55
Você depositaR$ 121.000,00
Juros rendemR$ 244.857,11
IR (15,0%)− R$ 36.728,57
Total líquidoR$ 329.128,55
Seu dinheiro x os juros
hoje20 anos
  • Quanto veio dos juros66,9% do total (R$ 244.857,11) não saiu do seu bolso — foi o dinheiro rendendo sobre ele mesmo.
  • Ponto de viradaA partir do mês 87 (7 anos e 3 meses) o rendimento de um mês passa a ser maior que o seu aporte. Daí em diante o dinheiro trabalha mais que você.
  • Poder de compraCom a inflação em 4,4% a.a., os R$ 329.128,55 do fim valem R$ 138.047,42 em dinheiro de hoje.
  • Se fosse na poupançaR$ 301.762,40 — uma diferença de R$ 27.366,15 a mais no seu plano.

Simular é fácil. Difícil é chegar lá. No Precisi este plano vira uma meta com prazo, puxa o saldo real da sua carteira e acompanha, mês a mês, se você está no caminho.

O que são juros compostos

Juros compostos são os juros que rendem sobre os juros. No primeiro mês o seu dinheiro rende sobre o que você aplicou. No segundo, ele rende sobre o valor aplicado mais o rendimento do primeiro mês. E assim por diante — por isso o gráfico não é uma reta, é uma curva que vai ficando mais íngreme.

A conta que esta calculadora faz, mês a mês, é esta: saldo = saldo anterior × (1 + taxa do mês) + aporte do mês.

A fórmula, quando não há aporte mensal

Com um valor único parado rendendo, o montante é M = C × (1 + i)ⁿ — capital inicial, taxa do período, número de períodos. Com aportes mensais entra a fórmula da série de pagamentos:

M = C × (1 + i)ⁿ + PMT × [((1 + i)ⁿ − 1) ÷ i]

A calculadora acima não usa essa fórmula fechada, e é de propósito: ela roda a simulação mês a mês. É o que permite descontar o imposto de renda regressivo no fim — a alíquota depende do prazo, e nenhuma fórmula fechada comporta isso.

O erro que quase toda planilha caseira comete

As taxas são anunciadas ao ano, e para virar mensal não se divide por 12: eleva-se a 1/12. Com 13,9% ao ano, a taxa mensal correta é 1,1%. Dividir por 12 dá 1,2% ao mês — parece igual, mas composto por doze meses devolve 14,8% ao ano, quase um ponto percentual a mais do que a taxa real. Ao longo de vinte anos, esse “quase igual” vira dezenas de milhares de reais que não existem.

Por que o prazo importa mais que a taxa

Guardando R$ 500 por mês a 10% ao ano, sem nada no início, veja como a participação dos juros cresce:

PrazoVocê depositouJuros renderamJuros no total
5 anosR$ 30.000,00R$ 8.280,6221,6%
10 anosR$ 60.000,00R$ 39.931,9340,0%
20 anosR$ 120.000,00R$ 239.129,6166,6%
30 anosR$ 180.000,00R$ 851.421,6682,5%

Repare no que muda: o aporte é o mesmo o tempo todo, mas a fatia que vem dos juros sobe sem parar. É por isso que começar cedo com pouco costuma vencer começar tarde com muito — e por que a pergunta certa raramente é “qual investimento rende mais?”, e quase sempre é “por quantos anos eu consigo manter isso?”.

Juros compostos também trabalham contra você

A mesma matemática move o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, só que na direção oposta. Uma dívida a 14% ao mês dobra em pouco mais de cinco meses. Antes de simular investimento, vale conferir se não há uma dívida cara rendendo contra — quitá-la costuma ser o “investimento” de maior retorno garantido disponível.

Onde usar isso na prática

Para aplicar a conta a um produto específico, a calculadora de investimentos traz CDI, Selic e IPCA+ já preenchidos com as taxas do Banco Central; o simulador de CDB parte do percentual do CDI; e a calculadora da poupança mostra o custo de deixar o dinheiro parado nela.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

Qual é a fórmula dos juros compostos?
Sem aportes, o montante é M = C × (1 + i)^n, em que C é o capital inicial, i a taxa do período e n o número de períodos. Com aportes mensais entra a fórmula da série: M = C × (1 + i)^n + PMT × [((1 + i)^n − 1) / i]. Esta calculadora resolve mês a mês em vez de usar a fórmula fechada, porque assim consegue embutir o imposto de renda regressivo, que a fórmula sozinha não comporta.
Qual a diferença entre juros simples e juros compostos?
Nos juros simples o rendimento incide sempre sobre o valor inicial, então o crescimento é uma linha reta. Nos juros compostos ele incide sobre o saldo acumulado, e o crescimento vira uma curva que acelera. Em prazos curtos a diferença é pequena; em vinte ou trinta anos ela é a maior parte do resultado.
Como converter uma taxa anual em mensal?
Elevando a 1/12, não dividindo por 12: taxa mensal = (1 + taxa anual)^(1/12) − 1. Dividir por 12 superestima o rendimento, porque ignora que os juros de cada mês passam a render nos meses seguintes.
O que é o ponto de virada da simulação?
É o primeiro mês em que o rendimento daquele mês supera o seu aporte mensal — o momento em que o dinheiro passa a contribuir mais que você. É um marco útil porque mostra que a variável decisiva dos juros compostos é o tempo, não o tamanho do aporte.
A calculadora considera a inflação?
Considera, no bloco “poder de compra”: ele desconta o IPCA acumulado em 12 meses e mostra quanto o saldo final valeria em dinheiro de hoje. Um plano pode render bastante em reais e mesmo assim perder poder de compra, e é isso que esse bloco denuncia.

Os juros compostos precisam de uma coisa só: constância.

É aí que quase todo mundo falha — não na taxa, no hábito. Crie sua conta grátis e transforme essa simulação numa meta acompanhada mês a mês.

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