Informe quanto você tem, quanto guarda por mês e por quanto tempo. A calculadora mostra o efeito dos juros sobre juros mês a mês — e separa, no gráfico, o que saiu do seu bolso do que o dinheiro rendeu sozinho.
Simular é fácil. Difícil é chegar lá. No Precisi este plano vira uma meta com prazo, puxa o saldo real da sua carteira e acompanha, mês a mês, se você está no caminho.
Juros compostos são os juros que rendem sobre os juros. No primeiro mês o seu dinheiro rende sobre o que você aplicou. No segundo, ele rende sobre o valor aplicado mais o rendimento do primeiro mês. E assim por diante — por isso o gráfico não é uma reta, é uma curva que vai ficando mais íngreme.
A conta que esta calculadora faz, mês a mês, é esta: saldo = saldo anterior × (1 + taxa do mês) + aporte do mês.
Com um valor único parado rendendo, o montante é M = C × (1 + i)ⁿ — capital inicial, taxa do período, número de períodos. Com aportes mensais entra a fórmula da série de pagamentos:
M = C × (1 + i)ⁿ + PMT × [((1 + i)ⁿ − 1) ÷ i]
A calculadora acima não usa essa fórmula fechada, e é de propósito: ela roda a simulação mês a mês. É o que permite descontar o imposto de renda regressivo no fim — a alíquota depende do prazo, e nenhuma fórmula fechada comporta isso.
As taxas são anunciadas ao ano, e para virar mensal não se divide por 12: eleva-se a 1/12. Com 13,9% ao ano, a taxa mensal correta é 1,1%. Dividir por 12 dá 1,2% ao mês — parece igual, mas composto por doze meses devolve 14,8% ao ano, quase um ponto percentual a mais do que a taxa real. Ao longo de vinte anos, esse “quase igual” vira dezenas de milhares de reais que não existem.
Guardando R$ 500 por mês a 10% ao ano, sem nada no início, veja como a participação dos juros cresce:
| Prazo | Você depositou | Juros renderam | Juros no total |
|---|---|---|---|
| 5 anos | R$ 30.000,00 | R$ 8.280,62 | 21,6% |
| 10 anos | R$ 60.000,00 | R$ 39.931,93 | 40,0% |
| 20 anos | R$ 120.000,00 | R$ 239.129,61 | 66,6% |
| 30 anos | R$ 180.000,00 | R$ 851.421,66 | 82,5% |
Repare no que muda: o aporte é o mesmo o tempo todo, mas a fatia que vem dos juros sobe sem parar. É por isso que começar cedo com pouco costuma vencer começar tarde com muito — e por que a pergunta certa raramente é “qual investimento rende mais?”, e quase sempre é “por quantos anos eu consigo manter isso?”.
A mesma matemática move o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, só que na direção oposta. Uma dívida a 14% ao mês dobra em pouco mais de cinco meses. Antes de simular investimento, vale conferir se não há uma dívida cara rendendo contra — quitá-la costuma ser o “investimento” de maior retorno garantido disponível.
Para aplicar a conta a um produto específico, a calculadora de investimentos traz CDI, Selic e IPCA+ já preenchidos com as taxas do Banco Central; o simulador de CDB parte do percentual do CDI; e a calculadora da poupança mostra o custo de deixar o dinheiro parado nela.
É aí que quase todo mundo falha — não na taxa, no hábito. Crie sua conta grátis e transforme essa simulação numa meta acompanhada mês a mês.
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